Maira Vieira

Neste fim de semana, tive a oportunidade de cobrir a Copa Prefeitura de Juiz de Fora de Tênis. Foi a primeira vez que fotografei o esporte pra valer. Logo no início, percebi alguns imperativos técnicos, como velocidade. Pra quem não sabe, uma bola de tênis pode chegar até 251 km/h (saque mais rápido da história alcançado neste ano pelo croata Ivo Karlovic, durante a Copa Davis). Para colocar uma velocidade alta era preciso sacrificar outros pontos, como aumentar o ISO ou mesmo fechar o diafragma, o que não foi um grande problema neste caso, visto que as partidas eram disputadas individualmente (para esportes em equipe, eu não gosto muito de sacrificar o diafragma, prefiro capturar as diferentes expressões dos jogadores). Também foi preciso um tempo para sentir o esporte, entender como capturar aquele momento, que não apenas mostrasse a partida, mas dissesse algo mais. O timing foi outro fator. Quando bater a foto? Eu não gosto de utilizar o disparador múltiplo. Sinto que não estou no controle da situação, mas fotografando aleatoriamente, esperando a sorte bater à porta (não que o acaso não possa nos sorrir de vez em quando). Há um tempo certo para conseguir reunir na mesma foto, o movimento, a expressão e, claro, a bola! E no tênis, esse instante escapa rapidamente de nossas mãos, se o clique não for preciso, “sorry, but no photo for you”.

Neste fim de semana, tive a oportunidade de cobrir a Copa Prefeitura de Juiz de Fora de Tênis. Foi a primeira vez que fotografei o esporte pra valer. Logo no início, percebi alguns imperativos técnicos, como velocidade. Pra quem não sabe, uma bola de tênis pode chegar até 251 km/h (saque mais rápido da história alcançado neste ano pelo croata Ivo Karlovic, durante a Copa Davis). Para colocar uma velocidade alta era preciso sacrificar outros pontos, como aumentar o ISO ou mesmo fechar o diafragma, o que não foi um grande problema neste caso, visto que as partidas eram disputadas individualmente (para esportes em equipe, eu não gosto muito de sacrificar o diafragma, prefiro capturar as diferentes expressões dos jogadores). Também foi preciso um tempo para sentir o esporte, entender como capturar aquele momento, que não apenas mostrasse a partida, mas dissesse algo mais. O timing foi outro fator. Quando bater a foto? Eu não gosto de utilizar o disparador múltiplo. Sinto que não estou no controle da situação, mas fotografando aleatoriamente, esperando a sorte bater à porta (não que o acaso não possa nos sorrir de vez em quando). Há um tempo certo para conseguir reunir na mesma foto, o movimento, a expressão e, claro, a bola! E no tênis, esse instante escapa rapidamente de nossas mãos, se o clique não for preciso, “sorry, but no photo for you”.